Alimentação Saudável


Somos o que comemos

somos_o_que_comemos_01A Organização Mundial de Saúde (OMS) define o termo “saúde” como um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doenças. A alimentação surge como um dos fortes pilares, se não o mais importante para a manutenção de um corpo e mente sãos. Afinal de contas, somos o que comemos.

Os diversos contextos em que estamos inseridos em termos sociais, económicos e culturais estabelecem as nossas escolhas enquanto indivíduos. Aprender a comer de forma saudável e a escolher os alimentos adequados é essencial.

A Importância da Alimentação

Uma alimentação adequada melhora o nosso bem-estar, é a base de uma boa saúde e previne o aparecimento de muitas doenças crónicas e cancerígenas.

A comida que ingerimos tem um enorme impacto na nossa saúde e bem-estar. A relação entre os hábitos alimentares e a doença está muito bem documentada.

Uma boa alimentação fornece ao organismo nutrientes para produzir ou reparar tecidos, manter o sistema imunitário forte e permite ao corpo executar tarefas diárias com facilidade.

Hoje sabemos que com uma alimentação baseada em alimentos vegetais pouco ou nada processados, com pouca ou nenhuma adição de: açúcar, sal e gordura, conseguimos prevenir e até ajudar no tratamento de doenças crónicas, reduzindo os custos com a saúde pública ou com a doença, mais propriamente. (The China Study, T. Colin Campbell)

Os Hábitos Alimentares

O avançshutterstock_86509351o dos tempos e as alterações dos estilos de vida levaram a novos hábitos alimentares e de consumo que afetaram em larga escala a saúde pública.

Com a revolução industrial, os alimentos tornaram-se mais processados e por isso vazios de nutrientes. O ritmo de vida urbano levou a que pouca importância fosse dada ao planeamento e à preparação de refeições equilibradas. A escolha dos alimentos foi descurada e privilegiou-se o prático em detrimento do saudável.

O sedentarismo, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, tabagismo e alimentação desequilibrada, que pautam a vida moderna, estão na origem do aparecimento das muitas doenças crónicas atuais que atingem grande parte da população. Hipertensão arterial, obesidade, colesterol elevado e diabetes tipo 2 são apenas alguns dos exemplos de doenças diretamente relacionadas com a alimentação.

Se olharmos para as estatísticas de morte, da OMS, entre as pessoas com idades entre os cinquenta e cinco e os setenta e cinco anos, verificamos que há um número muito baixo de mortes por cancro e enfarte nas sociedades mais pobres (Coreia, México, Tailândia e Laos). Os enfartes e os cancros mais comuns (mama, próstata e cólon) encontram-se nas sociedades abastadas nas quais as extravagâncias nutricionais são a regra. (Hungria, EUA, Bélgica, Suécia, Finlândia e Portugal)

As Recomendações da Organização Mundial de Saúde

Entre as recomshutterstock_108736679endações da Estratégia Global da Organização Mundial de Saúde (OMS), tem sido dada prioridade, em âmbito internacional, ao incentivo ao aumento do consumo de frutas e vegetais.

O baixo consumo de frutas e vegetais está entre os dez principais fatores de risco associados à ocorrência de doenças crónicas não transmissíveis.

O aumento do consumo desses alimentos traz impactos positivos sobre a saúde porque: contribui para a diminuição do consumo de alimentos ricos em gordura e açúcar, fornece vitaminas, minerais e fibras necessários para o pleno funcionamento do organismo e contribui para o controlo do peso.

Estudos científicos demonstram que o risco de adoecimento por doenças crónicas diminui com o consumo de pelo menos cinco porções diárias de frutas e legumes (cerca de 400g) e que a proteção é maior quanto maior for o consumo desses alimentos.

Recomendações Gerais da Organização Mundial de Saúde (OMS):

  • Controlar o balanço energético (equilibrar as calorias ingeridas e gastas pelo organismo) e o peso saudável;
  • Limitar o consumo de gorduras totais, substituir o consumo de gorduras saturadas por insaturadas e eliminar o consumo de gorduras trans;
  • Aumentar o consumo de frutas, vegetais, cereais integrais e castanhas;
  • Limitar o consumo de açúcares livres;
  • Limitar o consumo de sal (sódio) de todas as fontes e assegurar que o sal seja iodado.
  • Beber pelo menos 8 copos de água por dia.

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Para a manutenção de uma boa saúde e prevenção da doença a OMS recomenda ainda que:

  • Mantenha o seu peso ideal

O excesso de peso piora muitos problemas de saúde, como hipertensão, artrite, cancro, diabetes ou doenças de coração. Se tiver excesso de peso, perder alguns quilos, desde que de forma controlada, pode reduzir drasticamente estes riscos. Esta perda de peso deve manter-se de forma equilibrada, entre as 500 e 1000g por semana.

  • Seja ativo

É importante que seja o mais ativo possível. Ser ativo ajuda a manter a tensão sanguínea baixa e o peso ideal, bem como manter um coração, ossos e articulações fortes. Ser ativo não quer dizer necessariamente uma atividade exagerada – um simples passeio por dia pode ser muito benéfico.

  • Mantenha o consumo de álcool dentro dos limites

Pequenas quantidades de álcool podem ser benéficas, mas beber em demasia pode ser desastroso para a sua saúde. Beber dentro dos limites significa entre 2 e 3 bebidas por dia para homens e 1 a 2 para mulheres

  • Limite o consumo de sal

Muitos adultos e crianças consomem sal em excesso, muito mais do que o precisam, o que pode aumentar significativamente o risco de contrair doenças coronárias e de coração ou osteoporose. Reduzir a quantidade de sal em alimentos processados ou durante a refeição ajuda a manter-se saudável.

Mantenha o seu Peso Ideal!
Seja ativo!

Mantenha o consumo de álcool dentro dos limites.

A mudança é imperativa!

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